Assim que descobri minha gravidez quis pesquisar sobre todo tipo de assunto que envolve a maternidade.
Lembro que tentava fazer bolo e ficava ruim e eu chorava pois achava que não ia ser uma boa mãe por causa de um simples bolo.
Depois eu olhei para a limpeza, achava que não seria uma boa mãe porque não conseguia organizar uma casa direito, não conseguia fazer uma limpeza "direito".
Eu não tinha nenhum talento dentro dos meus ideais para mãe perfeita. E isso me deixava mal.
Quando meu filho nasceu foi um tapa na cara.
Percebi que nunca alcançaria aquele meu sonho. Uma mãe perfeita como em alguns filmes clichês.
As frustrações sobre uma amamentação, cólicas, dores e várias outras coisas que uma mãe de primeira viagem passa (muita das vezes sozinhas).
A solidão afeta, a dor, o cansaço. Quantas vezes chorei por causa de tudo isso?
A sensação de achar que mesmo com varias pessoas ao seu redor parece que você está sozinha.
A dor da amamentação, os dias de puerpério, me fizeram me sentir inferior mesmo que eu soubesse que muitas mulheres estão passando por isso.
O sentimento de não poder ir tomar banho se não tiver ninguém em casa além de você e seu bebê, o cansaço de saber que aquilo vai virar rotina.
Eu tinha medo de tudo que se referia a meu bebê, afinal era um ser tão pequeno e frágil que não sabia de nada.
Depois de um tempo vi que não podia deixar de olhar para mim também, mães também são gente.
Nunca deixei de cuidar dele mas também não deixei mais minha auto estima ficar na lama como presenciei algumas vezes.
Ser mãe é algo transformador mas que se você não perceber logo, vai acabar contigo.
Ser mãe não é deixar de lado sua personalidade, todo seu aprendizado e talento mas sim acrescentar mais um.
Então não é porque isso aconteceu que vamos apenas falar de maternidade. Sim, tenho um filho mas não é por isso que vou querer falar sobre isso 24hrs por dia.
E não, não estou reclamando de ser mãe mas tenho muito mais a oferecer que apenas o assunto de maternidade.
A maternidade é linda mas também cruel. Tudo muda, meu corpo, minha mente e meu ser em si.
Aprendi também que tudo é questão de tempo, como uma fase de um jogo. Todas elas com suas próprias dificuldades e seu tempo.
Fiquei triste quando aprendi isso pois acho que não aproveitei bastante algumas coisas.
Sim, ele só tem 1 ano e 3 meses mas parece tanto tempo. Foi tanto aprendizado, choro, risada e as vezes eu pego ele, abraço, beijo e não quero largar porque isso vai passar e mesmo que quando chegue o fim do dia e eu esteja exausta, quero que o tempo seja bom comigo e demore um pouco mais para passar.
O tempo pode ser tão gentil as vezes outras parece ser cruel pois não me deixou viver o suficiente.

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